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Adriana Holtz
Adriana Cristina de Barros Holtz
* 13/08/1970 Sorocaba, SP, Brasil.
Instrumentista.
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Formação

Na vida de Adriana Holtz a música vem da família de seus pais: sua tia gostava de cantar, seu pai cantava e tocava violão, e seu tio tocava trombone na banda de Boituva (SP), sendo hoje seu maestro.

Sua primeira lembrança musical é ver suas primas tocando piano, aos seis ou sete anos de idade. "Pedi para meu pai me colocar na aula de piano. Lembro-me claramente deste dia: ele me pegou pela mão e me levou na escola da Dona Edna, lá em Carapicuíba (SP). Estava ansiosa para tocar o livro "Duas mãozinhas no teclado", de Mário Mascarenhas."

Adriana estudou nessa escola de 1978 a 1982, quando ganhou um piano e foi estudar no conservatório musical Heitor Villa-Lobos, em Osasco (SP). "Na época, meus pais venderam um terreno para comprar o tão sonhado instrumento. Eu os agradeço até hoje, pois esse piano rendeu...."

A partir daquele momento, Adriana Holtz começou a estudar mais intensamente, pelos livros "Estudos para Piano" (Ed. Ricordi), de C. Czerny, "25 estudos Para Piano" (Ed. Ricordi), de Heller, "O Pianista Virtuoso" (Ed. Ricordi), de Hanon, "50 Estudos" (Ed. Irmãos Vitale), de Jean Baptiste Cramer, bem como o repertório de J. S. Bach, F. Chopin, W. A. Mozart e L. V. Beethoven. "Simplesmente adorava estudar! Passei horas de minha infância e adolescência estudando sem nunca ninguém precisar mandar, porque gostava e queria."

Adriana formou-se em piano no Conservatório Villa-Lobos em 1988. Um ano antes, o violoncelo passou a fazer parte de sua vida para sempre, quando participou do Festival de Música de Curitiba, experiência que abriu seus horizontes. "Ali conheci a orquestra e todos os seus instrumentos. Fiquei completamente apaixonada."

No festival, Adriana conheceu o violista Fábio Tagliaferri, a quem chama de "padrinho", por tê-la levado ao SESC Consolação e lhe apresentado ao maestro João Maurício Galindo, atual regente da Orquestra Jazz Sinfônica do Estado de São Paulo.  No SESC, Adriana Holtz teve seis meses de aulas de violoncelo. "Na primeira aula éramos 11 violoncelos, todos em roda, juntos, mas em três semanas éramos somente três. Foi muito proveitoso aquele tempo, em que ainda nem tinha meu próprio instrumento."

A partir dali a musicista voltou por seis meses ao Conservatório de Osasco, tendo sido aluna de Ubaldo, e mais um ano no Conservatório de Tatuí (SP), com o professor João Delfiol. Em 1989, Adriana ingressou na USP, momento em que mergulhou no estudo do instrumento com Robert Suetholz, seu professor e guia por cinco anos. De 1994 a 1997, com Antonio Lauro Del Claro, teve aulas mais detalhadas que lhe fizeram crescer ainda mais como instrumentista.

Quando o assunto é autodidatismo, Adriana Holtz diz: "Sempre gostei de observar e acho que aprendi muito, em recitais, na orquestra, em aula, com este movimento de olhar o outro."

Uma das figuras mais importantes em sua formação é o violinista Luiz Amato, seu marido. "Convivo diariamente com muitos músicos e solistas magníficos, mas o músico em que mais me inspiro é ele, por sua disciplina, criatividade e amor pela música. O maestro John Neschling, da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo, a OSESP, da qual faço parte, também é fonte de inspiração, muitas vezes com transpiração também."

Além deles, Adriana Holtz cita o percussionista Caíto Marcondes e os violonistas Carlinhos Antunes e Badi Assad, "pela fluência com que fazem música."

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