Formação
A mãe, formada em piano, tocava Beethoven, Chopin, etc., mas David Ganc descobriu este fato tardiamente.
Aos sete anos, David começou a ter aulas de flauta doce com Doris Hoyer de Carvalho e não se lembra do método que era utilizado por sua professora.
Aos 14, passa a ter aulas de flauta transversal com a flautista Odette Ernest Dias e, com ela, estuda no "Método Completo de Flauta Transversal” (Ed. Irmãos Vitale), de Taffanel e Gaubert.
"De mais agradável me ficaram a iniciação no instrumento, a produção de som, a respiração correta e, também, o lado sempre lúdico da música, de sempre ter prazer na música que estou trabalhando. E de mais útil foi ter o início formal da leitura musical, que é importante para os músicos."
Seus mestres de flauta, Odette Ernest Dias e Norton Morozowicz foram decisivos em sua formação musical "por me transmitirem a paixão pela música, pela flauta, e um modelo de sonoridade e interpretação; e Joe Viola, meu professor de sax nos EUA, por sua didática e, também, por ter sido um modelo de sonoridade."
Em que pesem os mestres, David Ganc valeu-se do autodidatismo e aprendeu sozinho "um meio de improvisar às cegas no meio das músicas; posteriormente, estudei harmonia para preencher as lacunas do improviso; tocava junto com os discos, improvisando sem conhecer os acordes, o que exercitava a intuição propícia à musica popular."
E é exatamente "pelo seu jeito livre de improvisar" que Nivaldo Ornelas é citado por David Ganc como o músico mais importante para ele entre aqueles com os quais conviveu e convive.