Formação
A família de Gilberto de Syllos sempre gostou de ouvir música. Ele e seus irmãos estudaram violão e, na casa de seu avô, todos os filhos estudaram acordeom e piano. Sua tia Dirce chegou a se formar em música na PUC de Campinas e ministrava aulas particulares de piano.
Desde muito cedo, Gilberto freqüentou bailes carnavalescos levado por seus pais, vindo daí uma de suas grandes paixões, as marchinhas de carnaval.
Dentre suas lembranças musicais mais antigas está uma das brincadeiras de que mais gostava: “tocar” um cabo de vassoura velha como se fosse um violão. "Pulava no sofá e tocava minha guitarra de cabo de vassoura. Gostava muito de ouvir e brincar com a antiga vitrola de armário que tinha na casa de meus pais. Quando ficava com minha avó, não parava de ouvir os discos de 78, 45 e 33 RPM. Ouvia seus discos - tangos, óperas, valsas, hinos - e os discos dos meus pais - Sílvio Caldas, Carmen Miranda, sambas, boleros. Também escutava os LPs de meus irmãos - Beatles, Roberto Carlos, rock, blues - e muito rádio que, à época, tocava Chico Buarque, João Bosco, Elis Regina, Caetano Veloso, Maria Bethânia e Gilberto Gil. Comprei minha primeira vitrola aos 11 anos e ouvia música o dia inteiro, com as duas caixas coladas no meu ouvido".
Gilberto começou a estudar violão aos 12 anos e, aos 15, passou para a guitarra. A primeira banda da qual participou, de nome Zeus, não tinha baixista. Como tocava guitarra base, para manter-se no grupo assumiu o baixo elétrico.
A partir dos 18 anos, Gilberto de Syllos começou a estudar música mais seriamente. Seu primeiro professor de baixo foi Paulo Pugliesi num curso de três meses e, por sua indicação, passou a ter aulas com Cláudio Bertrami. Em 1994, o instrumentista estudou música popular, contrabaixo acústico e música erudita no Conservatório de Tatuí, no interior de São Paulo. Em 1997, ingressou na UNICAMP, em Campinas (SP), formando-se bacharel em música.
Dos livros e métodos que utilizou, lembra-se do "Guia Teórico e Prático para o Ensino do Ditado Musical", de Ettore Pozzoli (Editora Ricordi) e "Teoria Elementar da Música", de Oswaldo Lacerda (Editora Ricordi). De seus tempos de estudante, Gilberto de Syllos diz: "Aprender música naquela época era como garimpar. Não sabia o que era tocar o instrumento e como aplicá-lo no contexto musical. Escutei muita música e atentamente. Fui entendendo o que era aquilo: aprendi a ouvir."
Uma das figuras decisivas em sua formação musical foi Paulo Pugliesi, seu primeiro professor e o primeiro músico que viu tocar ao vivo.
Gilberto de Syllos foi, também, autodidata: "Conhecia os ritmos bem antes de me interessar por música, ouvindo-os nos discos e em casa. Aprendi a entender como se desenvolviam as linhas de baixo na música mesmo sem conhecer harmonia e escalas. Devo isso a muita observação e muita audição desde minha primeira infância."
Dos músicos com quem conviveu e convive, Gilberto destaca a importância daqueles com quem trabalha atualmente: os pianistas Marcelo Onofri e Mário Feres e a saxofonista e sapateadora Christiane Matallo.