Formação
A música sempre habitou a casa de Gilson Peranzzetta.
"Eu venho de uma família de músicos. Minha mãe tocava bandolim, meu tio violão, minha avó cantava, meu avô tocava violão, meu irmão tocava acordeon e atualmente ainda toca piano."
Por isso mesmo, as lembranças musicais mais remotas de Gilson vêm dos saraus promovidos pela família e do rádio sempre ligado em casa.
Gilson começou a estudar música e acordeon aos nove anos com a professora Odette Costa, "e aos 12, passei a estudar piano com Azeneth de Oliveira."
Dos métodos utilizados no início de sua formação, Gilson destaca o "Método para Acordeon" (Ed. Irmãos Vitale), de Alencar Terra, e "O Pianista Virtuoso" (Ed. Irmãos Vitale), de Hanon.
Para Gilson, de mais útil, agradável e perene deste início de formação ficaram "o respeito e o amor pela música". E a pessoa decisiva para que ele continuasse a ser músico, como não poderia deixar de ser, estava dentro de sua casa.
"Minha mãe. Quando levei um tiro no braço, no Exército, e tive que colocar tendões de nylon, fiquei três anos sem tocar. Decidi não mais tocar piano e minha mãe não permitiu. Foi a minha salvação. Sentei no piano e toquei como se nada tivesse acontecido."
A partir de então, Gilson Peranzzetta concluiu sozinho sua formação musical.
"Tirando a fase inicial de aprendizado, eu sou praticamente um autodidata no estudo dos instrumentos e totalmente autodidata em arranjo e composição."