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Gogô
Hilton Jorge Valente
* 12/12/1939 São Paulo, SP, Brasil.
Instrumentista, arranjador, compositor.
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Formação

Na família de Gogô não há outros músicos. 

Algumas de suas lembranças musicais mais antigas são "canções de Luiz Gonzaga tocadas de ouvido numa gaitinha de boca, diatônica, presente de meu pai, enquanto me recuperava de reações adversas provocadas por uma vacina. Isso foi entre 1947 e 1948."
 
Nessa época, a mãe de Gogô, ao notar sua facilidade com a pequena gaita, perguntou-lhe se queria estudar piano, e ele, entre sete ou oito anos, concordou imediatamente, "pois meu grande objetivo era poder reproduzir as músicas de Luiz Gonzaga, que havia aprendido na gaitinha, naquele instrumento grandão - era assim que eu via o piano."
 
"Comecei a estudar, como quase todo mundo, tendo aulas com a professora do bairro, Dª Irene. Dali em diante, fui mudando de professores, até chegar a Jacques Klein, Radamés Gnattali e Aida Gnattali – ele para arranjos orquestrais e ela, piano –, Wilson Curia - um dos grandes professores que tive -, Armando Lacerda e Moacir Santos, entre outros."
 
Entre os métodos que utilizou em seus estudos, Gogô recorda-se de"Novo Método para Piano" (Ed. Irmãos Vitale, 5 volumes), de A. Schmoll, e "O Pianista Virtuoso" (Ed. Irmãos Vitale), de Hanon e Henry Lemoine, para técnica e estudo de oitavas; "Exercícios Técnicos Diários" (Editora Irmãos Vitale), de Oscar Beringer; "Invenções a Duas Vozes" (Ed. Irmãos Vitale) e "Invenções a Três Vozes" (Ed. Irmãos Vitale), de J. S. Bach, além de sonatas de Beethoven e Mozart, e obras de C. Debussy e F. Chopin.
 
De tudo o que aprendeu, o que ficou de mais agradável e mais útil foram as obras de Bach, Chopin e Debussy.
 
 
De forma autodidata, Gogô aprendeu as melodias de Luiz Gonzaga na gaita, que depois reproduzia no piano só com a mão direita. "Por intuição, fui descobrindo os acordes que achava que soavam bem e os que não soavam, para acompanhá-las."
 
Dos músicos com quem conviveu, as figuras decisivas para Gogô foram Radamés Gnattali, que lhe ensinou sobre arranjos e a apreciar a música de J. S. Bach; Dick Farney, com quem trabalhou por dez anos e com quem aprendeu os primeiros segredos da harmonia de jazz; Moacir Santos, com quem estudou harmonia, contraponto e instrumentação; Wilson Curia, que lhe ensinou a estudar organizadamente.
 
Já na maturidade, Bill Evans foi de grande importância para Gogô. “Devo a ele grande parte de minha maneira de tocar."

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