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Marcelo Coelho
* 11/09/1972 Itabira, MG, Brasil.
Instrumentista, arranjador, compositor.
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A única referência musical conhecida na família de Marcelo Coelho é a sanfona de 8 baixos que o avô tocava. 

“Mas, em casa, minha mãe gostava de cantar músicas do Nelson Gonçalves enquanto trabalhava e meu pai gostava de ouvir Luiz Gonzaga nos finais de semana. As outras influências eram as músicas que se ouviam nas rádios e na televisão.”
 
A lembrança mais antiga é a de seu tio o levando a uma loja de brinquedos, quando tinha quatro anos de idade.
 
“Lembro perfeitamente da minha grande indecisão entre um carrinho ou um violãozinho. Escolhi o violãozinho, que quebrou no dia seguinte. Esta é a lembrança mais antiga que tenho sobre música.”
 
Aos 13 anos, decidiu que estudaria saxofone.
 
“Um colega me ligou para mostrar um instrumento que ele iria começar a aprender a tocar. Era um saxofone alto. Ele havia conseguido o instrumento na Banda Marcial da Escola Técnica Federal do Espírito Santo. Eu ainda estava na 8ª. série. Decidi então que iria entrar para a ETFES para cursar mecânica industrial e aprender a tocar saxofone.”
 
“Na ETFES iniciei com a clarineta, depois passei pelo sax alto até chegar ao sax tenor. Meu professor foi Célio Costa, maestro e regente da Banda Marcial e da Big Band da ETFES.”
 
 
“Não estudávamos com métodos. Aprendíamos as notas no instrumento e depois aprendíamos a ler as notas na partitura das músicas que tocávamos.”
 
Do que aprendeu, ficou de mais agradável, e de mais útil, “o convívio com outros estudantes e instrumentistas de sopro. Trocávamos muitas informações, tocávamos sempre juntos e tínhamos muita amizade. Tocar ao lado dos colegas era um momento de muita diversão, descontração e alegria”.
 
Houve alguém decisivo na sua formação musical:
 
“O maestro e saxofonista Antônio Paulo, ex-sargento da banda da PM do Espírito Santo, professor de saxofone da Escola de Música do ES (EMES) e fagotista da Orquestra Sinfônica do ES. Toninho, era seu apelido, foi de fato o meu primeiro professor de saxofone. Ele me introduziu à vida profissional me convidando para atuar como solista da Big Band da EMES e como músico convidado da Orquestra Sinfônica do ES”.
 
O que Marcelo Coelho aprendeu sozinho:
 
“Aprendi a ser o meu próprio professor quando percebi que ninguém era capaz de saber mais do que eu quais eram as minhas deficiências musicais. Isso aconteceu quando fui estudar nos EUA e percebi que o professor não iria resolver questões básicas na minha formação. Desenvolvi meu próprio método de estudo de escalas e arpejos (“Escalas e Arpejos” - Marcelo Coelho - Coleção Toque de Mestre – Saxofone, Editora HMP), de leitura musical, transcrição e improvisação. Essa descoberta foi um momento crucial no meu aperfeiçoamento musical”.
 
Dos músicos com quem conviveu e convive, o mais importante foi “David Liebman, saxofonista de jazz que tocou com Miles Davis e Elvin Jones. Aprendi principalmente sobre como pensar música para além das notas musicais. Aprendi também muita música com ele: harmonia, improvisação, saxofone, jazz, John Coltrane, etc., mas o maior aprendizado foi mesmo o pensar música, o discernimento sobre a função do músico, missão x ambição, arte x entretenimento e assim por diante.”
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