O pai de Mário Gil era saxofonista. Dele vieram as primeiras impressões e os primeiros contatos com a música: "Lembro-me de meu pai tocando alguns standards norte-americanos. Lembro-me também de copiar as partituras, mesmo sem saber o que significavam. Eram só desenhos que eu gostava de copiar. Achava lindo e depois falava pra minha mãe que era eu quem havia feito."
O primeiro instrumento de Mário Gil foi o saxofone. Depois, veio o violão, com o qual o músico começou a estudar mais seriamente. Seus professores foram Othon da Rocha Neves e Henrique Pinto. Estudou, ainda, harmonia com Marilena Oliveira e contraponto com Mário Ficarelli.
Os métodos utilizados foram vários, dos quais Mário Gil destaca os inúmeros livros de técnica de Abel Carlevaro e os "Vinte e Cinco Estudos para Violão" (Ed. Ricordi), de Fernando Sor. Há, além deles, um livro que o violonista considera fundamental para todos os músicos: "Como Devemos Estudar Piano" (Ed. A Melodia), de Karl Leimer e Gieseking.
De tudo o que aprendeu, o que Mário Gil considera mais importante são a conquista de uma técnica limpa, que se reflete na maneira como faz música, e a capacidade de harmonizar de ouvido.
A presença de Henrique Pinto na formação musical de Mário Gil foi decisiva "pela maturidade com que aborda o estudo. Foi quando me senti um músico formado e maduro."
O autodidatismo aparece na trajetória do instrumentista em seus estudos de percepção. Mário Gil sempre teve interesse pelo assunto, dedicando-se a pesquisar e descobrir caminhos próprios.
Vários músicos ajudaram-no a pensar a maneira com que queria fazer música, com destaque para três compositores de música popular que têm no violão a base do seu trabalho: Dori Caymmi, Edu Lobo e João Bosco.