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Rogério Caetano
* 26/10/1977 Goiânia, GO, Brasil.
Instrumentista, arranjador, compositor.
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O avô materno de Rogério Caetano tocava pé-de-bode (sanfona de oito baixos). O avô paterno era violeiro da cidade de Goiás, “catireiro” - termo relativo à catira ou cateretê, dança rural comum em Goiás, Minas Gerais e Sul do Brasil.  Os pais, apesar de não tocarem nenhum instrumento, “sempre tiveram uma ligação muito grande com a música”. 

Minha lembrança mais antiga é uma música cantada pelo Rolando Boldrin, de Jacaré (Antônio da Silva Torres), chamada ‘Goianinha’ (“Jacaré – Choro Frevado”, Funarte/ Atração Fonográfica/ Instituto Itaú Cultural, LP/1985, CD/1998), que minha mãe punha pra eu ouvir na hora de dormir.”
 
Não demorou para os pais perceberem a aptidão especial para a música quando, com menos de cinco anos de idade, Rogério começou a “tirar umas músicas de ouvido no violão lá de casa. Como o violão era muito grande para mim, meu pai falou que ia me dar um ‘violãozinho’ e comprou um cavaquinho. Foi meu primeiro instrumento”.
 
O primeiro professor foi Enéias Áquila, “grande músico de Goiânia, cavaquinista e baterista, mestre de muita gente de lá. Eu era muito novinho. Tinha seis anos de idade. Só lembro que tirava as músicas de ouvido, mostrava pro meu professor e ele resolvia as minhas dúvidas."
 
De tudo o que Rogério Caetano aprendeu ficou a certeza: “Além do treinamento do ouvido, de tirar as músicas sozinho, fator importantíssimo na minha carreira, o que mais valeu para mim foi a convivência com o choro e o samba, dois gêneros brasileiros que se tornaram minha principal referência na música”.
 
Houve alguém decisivo em sua formação musical: Nonato Mendes, baixista. “Ele abriu minha cabeça, tirou vários mitos, me mostrou outras informações da música mundial, de maneira geral. Ele foi decisivo na minha formação e na minha maneira atual de tocar e de enxergar a música.”
 
Rogério foi autodidata apenas no início.
 
“Aprendi a tocar violão de sete cordas sozinho, tirando as gravações de grandes como Dino Sete Cordas, Raphael Rabello e Valdir Silva. Eu tocava tudo intuitivamente, sem muita consciência. Só depois fui estudar harmonia, entender o que eu tocava. Tive acesso a informações características do jazz, de samba e choro, e desenvolvi minha própria maneira de tocar violão de sete cordas. Com a fusão de todos esses elementos, consegui desenvolver uma maneira de tocar. Isso foi sozinho, eu não sei explicar.”
 
Entre os músicos que Rogério Caetano considera os mais importantes para sua formação estão Nonato Mendes e outros mestres que lhe apresentaram o universo da música brasileira:
 
“O maestro Geraldo Amaral, que me ensinou leitura musical; Alencar 7 Cordas, que foi meu professor de harmonia; Fernando César e Hamilton de Holanda, grandes irmãos com quem aprendi muito tocando no grupo Dois de Ouro (1998-2002); e Daniel Santiago – ele, o Hamilton de Holanda  e eu formamos o Brasília Brasil (n.e.: trio que se apresentou em várias capitais brasileiras e, também, nos Estados Unidos e Europa, em 2003; tem um disco – “Brasília Brasil – Abre Alas” [Caravelas, CD/2001]). Com eles aprendi a ter maturidade tocando, a me comportar como artista nas gravações, em shows, nos ensaios... Eles são grandes irmãos”.
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