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Heraldo do Monte
* 01/04/1935 Recife, PE, Brasil.
Instrumentista, arranjador, compositor.
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O pai de Heraldo do Monte foi trombonista da banda da polícia militar de Pernambuco e é o único membro de sua família que foi músico.
 
A lembrança musical mais antiga de Heraldo é uma gaitinha de boca, não cromática, na qual ele tocava “Asa Branca”, de Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira, e “Oh, Suzana”, do folclore norte-americano.
 
Heraldo começou a estudar música e a tocar de fato quando cursava o curso ginasial na Escola Industrial de Pernambuco, hoje Escola Agamenon Magalhães. Mas não começou pelas cordas que o notabilizaram e, sim, estudando requinta em Mi bemol e clarinete em Si bemol com o maestro Mário Câncio.
 
Quanto aos métodos utilizados durante este aprendizado, Heraldo diz que “graças a Deus, o maestro não usava nenhum método de outra pessoa. Em vez disso, ele improvisava e escrevia os exercícios na hora, enquanto o aluno olhava para o caderno com pentagramas. Tempo real!
 
Para ele, o que ficou de mais agradável e útil daquele período foi “o fato dos exercícios serem cantados, e não rezados, como muitos professores fazem. Graças a Mário Câncio, desde o começo, música foi arte e não só matemática para mim.”
 
O acaso, ou melhor, o vento foi um fator decisivo na formação musical de Heraldo do Monte.
 
No meu bairro havia muitas gafieiras e, quando eu ia dormir, o vento trazia o som, hora de uma, hora de outra. Tive conhecimento das obras de Pixinguinha, Benedito Lacerda, Jacob do Bandolim, Luiz Gonzaga, Waldir Azevedo e muitos outros graças ao vento e às gafieiras...
 
Como autodidata, Heraldo aprendeu a tocar os instrumentos de cordas. “Por incrível que pareça, lendo partituras de clarinete. Foi difícil, mas me deu muita consciência das notas que toco nos instrumentos de cordas.”
 
Entre os músicos com quem conviveu e convive que foram importantes para o músico que ele é hoje, Heraldo cita “Mário Câncio e Clóvis Pereira que me trouxeram consciência e atenção ao detalhe. Com Hermeto Pascoal, a ousadia. Com o Quarteto Novo, a nova linguagem de improvisação baseada em motivos nacionais, para a qual dei uma contribuição bem importante, modéstia à parte.”
 
(n. e.: o Quarteto Novo formou-se a partir do Trio Novo, criado em 1966 para acompanhar o compositor e cantor Geraldo Vandré, integrado por Theo de Barros, Airto Moreira e Heraldo. Em 1967, com a entrada de Hermeto Pascoal, o trio passou a ser Quarteto Novo, nome que dá título a seu único disco, lançado em LP naquele ano e em CD em 2002, pela gravadora EMI).
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