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Lupa Santiago
Luis Paulo de Barros Santiago
* 10/04/1973 São Paulo, SP, Brasil.
Instrumentista, arranjador, compositor, professor.
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Formação

A viagem musical de Lupa Santiago começou no carro da família. 

Minha lembrança musical mais antiga são as músicas que eu ouvia no carro durante as viagens em família. Eu estava sempre concentrado no som”.
 
Aos sete anos, Lupa começou a ter aulas particulares de violão toda semana. Do carro e da sala de casa, a viagem musical de Lupa prosseguiu até os Estados Unidos. “Em 1995, fui estudar no Musicians Institute, o GIT de Los Angeles. Em 1998, fui cursar o Berklee College of Music, em Boston. Fiz mestrado no Boston Conservatory e no Berklee College of Music, onde fiquei até 2000
 
Nos Estados Unidos, Lupa ainda teve aulas particulares com Mick Goodrick, Hal Crook, Scott Henderson, Steve Cardenas e Wayne Krantz.
 
Além dos métodos da Berklee, Lupa utilizou os vários livros de Jerry Bergonzi, Dave Liebman e Hal Crook, todos editados pela Advance Music. “E fui direto nas verdadeiras fontes, ouvindo atentamente e transcrevendo gravações de Wes Montgomery, Miles Davis, Adam Rogers, Steve Coleman, Greg Osby, Pat Metheny, John Coltrane, Keith Jarrett e outros que músicos que admiro”.
 
Tudo o que aprendi sobre improvisação, transcrição, composição e tocar em grupo foi de muita utilidade para mim”.
 
Para chegar a esse “tudo que aprendi” Lupa destaca alguns mestres: “Ed Tomassi, Scott Henderson, Hal Crook e Bruce Bartlett, todos por serem grandes músicos, com um nível de exigência e produção altíssimo”.
 
Avaliando a formação de Lupa, não é de estranhar que ele não acredite em auto-didatismo. “O auto-didatismo não existe, você precisa estudar outros músicos. A partir daí, mesmo que informalmente, já não é auto-didatismo. Aprendi que todos devem procurar ensino formal e aprender sem lacunas e sem rodeios; é mais rápido, honesto e eficiente. Aprendi que o progresso individual na música é dividido em três partes iguais, que mantenho ativas no meu dia a dia: estudar, ouvir, e tocar ao vivo com outros músicos. Manter estas três partes vivas e ativas no meu dia a dia é o melhor caminho”.
 
Dos músicos com quem tocou ao vivo, Lupa reserva lembranças especiais para alguns.  “Jerry Bergonzi e Antonio Sanchez, pela inspiração da ‘busca infinita’, do altíssimo nível a que alguém pode chegar. Sizão Machado e Bob Wyatt pelos grandes seres humanos que representam e por fazerem parte da história da música brasileira. E, por último, mas não menos importante, Carlos Ezequiel, pelo constante desafio e companheirismo: estudamos, compomos e tocamos juntos, nos criticamos construtivamente semanalmente”.

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