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Mariô Rebouças
Maria Olinta Sena Rebouças
* 28/04/1952 Campinas, SP, Brasil.
Instrumentista, arranjadora, compositora, professora.
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Formação

Mariô Rebouças teve em casa uma excelente base musical, tanto erudita quanto popular. 

Minha mãe tocava piano erudito, chegou a fazer recitais em São Paulo e Rio de Janeiro, quando era bem jovem mas, depois que se casou, não conseguiu continuar a carreira. Ela tocava em casa, e dava algumas aulas também. Meu pai não era músico, mas tocava de ouvido piano e violão. Ele tocava Beethoven, Schumann, no piano, tudo de ouvido. No violão, tocava músicas brasileiras, como ‘Saudades de Matão’ ”.
 
A lembrança musical mais antiga de Mariô tem até ritmo. “Eu tinha no máximo um ano e meio de idade. Lembro de minha mãe tendo aula de piano com Estelinha Epstein, em Campinas (SP). Estelinha batia o pé no chão, marcando o ritmo da música, e isso ficou gravado na minha memória”.
 
O piano começou como uma brincadeira que, aos quatro anos de idade, ficou mais séria quando Mariô passou a ter aulas com a prima, Maria Lúcia Machado.
 
“Com Maria Lúcia, tive iniciação ao piano, que continuei com Dinorá de Carvalho. Aos 10 anos de idade fui estudar com Lina Pires de Campos, com quem tive aulas até os 22 anos. Nessa idade fui estudar na Europa. Na Itália, estudei com Orazio Frugoni, em Arezzo, perto de Florença. Em Londres, estudei com Maria Curcio. De volta ao Brasil, tive aulas com Pietro Maranca”.
 
A partir dos 16 anos, Mariô também passou a ter aulas de piano popular. “Estudei no CLAM com Amilton Godoy e, depois, fiz cursos de orquestração e arranjo com Cyro Pereira, Nelson Ayres, Roberto Sion e Cláudio Leal Ferreira. (n. e.: CLAM – Centro Livre de Aprendizagem Musical – escola criada em São Paulo, na década de 1970, pelos músicos do Zimbo Trio.)
 
A convivência harmoniosa com o erudito e o popular marcou para sempre a formação de Mariô Rebouças. “De tudo o que aprendi, o mais importante talvez seja a idéia de que música tem que ter vida, tem que ser tocada com intensidade, com intenção verdadeira a cada momento”.
 
A mãe foi a pessoa decisiva na formação de Mariô. “Pelo incentivo e por me dar o maior apoio quando eu abandonei a profissão de administradora de empresas, formada pela Fundação Getúlio Vargas,   para estudar piano na Europa”.
 
Apesar da sólida formação em duas áreas, o autodidatismo ocupa um lugar importante na formação de Mariô Rebouças. “Li muito repertório por conta própria, ouvindo muitas gravações, e me baseando nelas para aprender estilo, interpretação, etc. Também na música popular, sempre procurei tirar de ouvido as músicas de que eu gostava”.
 
“Aprendi muito - e aprendo ainda - com o pianista Paulo Gori, que também estudava em Londres com a Maria Curcio, e com quem eu convivi bastante. Até hoje temos um trabalho a quatro mãos e dois pianos. Na música popular, acho que tenho bastante influência de Nelson Ayres, cujo trabalho eu admiro e acompanho sempre”.

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