Formação
Na família de Ricardo Rente, seu tio-avô tocava flauta e sua tia-avó, piano.
Uma de suas lembranças musicais mais antigas é seu pai ouvindo jazz e sua mãe, bossa nova.
Ricardo começou a tocar violão aos 11 anos, de ouvido. “Fui estudar música aos 12 anos no Centro Educacional de Niterói, RJ, com Ermano Soares e Theresia. Aos 14, comecei a estudar flauta com o professor Antonio Costa e, aos 15, entrei para o Conservatório Fluminense de Música para aprender teoria e solfejo. Fiz vestibular para UFRJ e fui aluno de flauta de Celso Woltzenlogel .”
Ricardo Rente fez o curso de harmonia funcional com o maestro Guerra-Peixe e de instrumentação com o maestro Aylton Escobar; foi aluno de saxofone de Paulo Moura e Joe Viola, o último na Berklee College of Music, em Boston, Estados Unidos, onde também estudou improvisação com Jerry Bergonzi.
De tudo o que aprendeu, o que ficou de mais útil foi “o pragmatismo do ensino de música na Berklee.”
Figuras decisivas em sua formação musical foram seus professores Theresia, Aylton Escobar e Guerra-Peixe, “por sua paixão pela música e pela naturalidade com que a encaravam.”
Ricardo Rente aprendeu violão de forma autodidata, vendo outros instrumentistas tocar e tirando músicas de ouvido.
Quanto à importância dos músicos com quem conviveu e convive, o instrumentista diz: “De cada novo músico que conheci houve uma nova informação a ser apreendida. Essa talvez seja uma das grandes facetas da música: sua constante transformação. Alimentada pela troca de experiências entre músicos profissionais, não profissionais e não músicos, a música é uma arte viva e um canal de comunicação direta com as pessoas, dando a elas o poder de transformá-la e de serem transformadas por ela.”